Um dos assuntos mais polêmicos dentro do mundo da arte é a restauração de obras de arte. A maioria das obras de arte mais antigas, como as pinturas do Renascimento, foram feitas com materiais que decompõem com muita facilidade, como madeira e tinta a óleo com pigmentos de materiais como ovos. São obras que apresentam uma decomposição natural com o tempo(Note que mesmo por fotos em muitos quadros mais antigos, com a Mona Lisa, se notam rachaduras).

Mas a opção pela restauração de uma obra de arte não é simples pelo fato disto significar uma equipe ou pessoa mexendo numa obra de centenas de anos que vale milhões, podendo alterar sua forma ou composição original. Um dos problemas é que muitas vezes não se sabe como determinada obra era originalmente, dificultando qualquer restauro. Um exemplo intrigante é o “Dama de Arminho”, de Leonardo da Vinci, que tem um fundo totalmente preto, o que foge do padrão dos quadros de Leonardo, que sempre trabalhava com fundos detalhados e com muitas paisagens(Muitos desconfiam que isso seja fruto de uma tentativa de restauração frustrada dos nazistas no período em que a obra esteve em poder das tropas de Hitler).

A farta oferta de recursos tecnológicos permitem que o trabalho seja facilitado. O raio X permite que todas as camadas de tinta e riscos feitos pelo pintor sejam analisados, e o computador permite que seja feita uma simulação de qualquer restauração. E isso facilita o ponto fundamental do restauro: o estudo da obra original O teto da Capela Sistina, de Michelangelo, restaurado entre 1979 e 1994 é a restauração mais famosa em tempos recentes. Uma equipe, patrocinada por uma TV japonesa estudou, dissecou, limpou e restaurou os famosos afrescos de Michelangelo.

Questões:

1-) Por que a restauração de obras de arte não é uma opção fácil?

2-) Por que a restauração é necessária?

3-) Qual a polêmica que o quadro “A Dama de Arminho”, de Leonardo da Vinci, traz no tocante à restauração?

4-) Cite exemplos de quadros famosos que foram alvo de restauração.